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Sim, farmácia é conveniência!
É fato: a venda de produtos de conveniência em farmácias ajuda, e muito, no dia-a-dia das pessoas.
No momento em que se discute sobre farmácias que oferecem em seu espaço físico produtos de conveniência e recebimento de contas, os quais, segundo as críticas, prejudicariam as atividades da farmácia, é importante destacar pontos sobre o tema abordando aspectos fundamentais, embasados na prática e experiência de tal segmento.
Primeiramente, afirmo que é benéfico e necessário ofertar à comunidade produtos de necessidade momentânea, como um leite ou um café solúvel, em horários alternativos, fora do expediente dos outros estabelecimentos comerciais, porque dessa forma o cliente pode contar com um maior número de opções de pontos-de-venda e até mesmo de horário, traduzindo isso em praticidade. Prestar serviços como correspondente bancário também é extremamente importante para a população. Esta oferta se reflete como “banco” mais próximo (Bairros) da população, facilitando a vida das pessoas, já que se torna mais uma opção para o pagamento de suas contas. É interessante, ainda, como o serviço de cobrança de faturas tem chamado a atenção de bancos de outros países pela eficiência que é realizado e pela capilaridade do serviço.
Os argumentos para defender tal posicionamento são vários.
A farmácia que possui espaço de conveniência oferece uma gama de produtos para os consumidores naquele momento que ele mais precisa de um item indispensável e essa necessidade surge muitas vezes fora do horário comercial. Fora das grandes cidades, os horários de funcionamento do comércio são mais restritos, isso faz com que a conveniência se torne ainda mais necessária.
Dessa forma, tal prática comercial não é de maneira alguma desleal nem predatória, e muito menos faz mal a saúde do consumidor, porque quando a farmácia opta por oferecer conveniência, de forma alguma, ela minimiza os cuidados com os produtos e serviços voltados à saúde. Pelo contrário, significa que ela já chegou em tal nível de satisfação com os serviços regulares, que tem condições de oferecer esse “algo a mais”. O espaço de conveniência é uma extensão de produtos que a farmácia oferta para o cliente que não tem onde recorrer em determinados momentos. É importante lembrar que este consumidor realiza a sua compra fazendo um auto-atendimento, ou seja, uma compra rápida, sem o envolvimento dos atendentes e muito menos do farmacêutico.
O que eu, como farmacêutico e empresário do setor, percebo é que ao longo dos anos a farmácia evolui muito para atender melhor o consumidor e a presença do farmacêutico foi fundamental para isso, se lembrarmos a alguns anos atrás era quase impossível encontrar os profissionais dentro da farmácia. O espaço de conveniência é um serviço a mais “um plus” prestado pela farmácia, que não atrapalha o exercício do profissional farmacêutico.
Devemos direcionar nossa energia para valorização da farmácia e do farmacêutico ajustando condutas que sejam prejudiciais aos consumidores, como a venda de medicamentos controlados sem receita, contrabando de medicamentos, troca da receita fora das normas entre outras. Destacamos ainda, como uma prática extremamente prejudicial, as condutas recentemente denunciadas pela mídia, como o pagamento de comissões à médicos, para direcionamento de compra de medicamentos, o que é um desrespeito ao poder de escolha do consumidor. Diante disso, a Trajano tem orgulho de saber que os nossos clientes compram aqui pela confiança e pela sua real escolha. Assim seguimos trabalhando com as condutas esperadas de profissionais sérios do ramo: vendendo medicamentos controlados com receita, etc.
No Paraná temos uma departamentalização dentro da farmácia, que define que os medicamentos fiquem em um espaço reservado, separado dos produtos de conveniência. A Trajano, além de seguir esse modelo, defende e acredita que ele funcionaria muito bem para o restante do País, desde que, coibindo os excessos que extrapolam os itens definidos na resolução 226/99 para serem comercializados.
Após todos esses argumentos, fica a certeza de que a farmácia, além de sua principal função de vender medicamento, oferece diversos produtos e serviços que fazem o possível para suprir as necessidades da população, levando bem-estar e comodidade. Assim configurando uma convivência que não apresenta, de maneira alguma, efeitos colaterais para a sociedade.
Luiz Manoel Martins - Diretor Comercial da Rede de Farmácias Trajano
CRF 6512
Tags: trajano, conveniência, medicamentos
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